Estiagem: Defesa Civil reconhece emergência em 7 cidades
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu situação de emergência em sete cidades do Nordeste devido à estiagem. Municípios de Alagoas, Bahia e Paraíba podem solicitar apoio da União.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu situação de emergência em sete cidades do Nordeste devido à estiagem. A portaria com a medida foi publicada nesta quarta-feira (26). Os municípios afetados ficam nos estados de Alagoas, Bahia e Paraíba.
O reconhecimento federal se baseia nos registros apresentados nos Formulários de Informações do Desastre (Fide), entregues neste mês de agosto, e nos decretos municipais que fundamentaram os pedidos. A medida permite que as prefeituras solicitem apoio da União para ações de defesa civil.
Em Alagoas, a cidade reconhecida foi Canapi. Na Bahia, Gavião e Poções. Na Paraíba, Brejo dos Santos, Frei Martinho, Monte Horebe e São José de Espinharas.
A estiagem prolongada no Nordeste reforça um padrão climático que afeta o semiárido brasileiro. O reconhecimento federal é o primeiro passo para que os municípios tenham acesso a recursos extraordinários, ainda que o montante dependa de análise técnica posterior. Em anos de seca severa, o número de decretos municipais tende a crescer, o que pressiona a capacidade de resposta do governo federal.
A publicação da portaria ocorre em meio a alertas meteorológicos em outras regiões do país, como o Centro-Oeste, que registra baixa umidade. A situação no Nordeste, porém, tem característica própria: a falta de chuva prolongada compromete reservatórios e a agricultura familiar, base da economia local.
Para os gestores municipais, o reconhecimento é condição necessária, mas não suficiente. Após a portaria, cada prefeitura precisa formalizar pedidos específicos de recursos, com planos de ação detalhados. A demora nesse trâmite costuma ser o principal gargalo, segundo práticas observadas em ciclos anteriores de estiagem.
O cenário regional ilustra um desafio nacional: a gestão de riscos climáticos exige articulação entre municípios, estados e União, e o reconhecimento federal é apenas o primeiro elo dessa corrente seca no semiárido nordestino.