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830 mil celulares subtraídos em 2025, aponta relatório

ResumoO Brasil registrou 830.890 celulares subtraídos em 2025, conforme relatório anual. O número representa queda de 9% em relação a 2024, com redução nos roubos e aumento nos furtos. A subtração de aparelhos gera impacto financeiro direto no orçamento das vítimas, incluindo custos de reposição e perda de dados. Medidas de proteção incluem uso de rastreadores e bloqueio remoto.

O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, 9% menos que em 2024. Roubos caíram, furtos cresceram. Entenda o impacto no orçamento e como se proteger.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 06 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
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Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório

O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, 9% menos que as 909.753 subtrações de aparelhos contabilizadas em 2024. Os dados são do 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A queda geral, porém, esconde movimentos opostos: enquanto os roubos recuaram 18,6%, os furtos cresceram 0,9% no período.

Resposta direta: Em 2025, o Brasil teve 830.890 celulares subtraídos, 9% menos que em 2024. Os roubos caíram 18,6%, mas os furtos subiram 0,9%, chegando a 483.561 casos. O furto, que acontece sem a vítima perceber, já é 61% das ocorrências, com média de 1.325 registros por dia. O seguro celular e o seguro Pix são opções para reduzir o prejuízo.

Roubos caem, furtos avançam: o que os números mostram

De acordo com o 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos passaram de 377.787 em 2024 para 308.723 em 2025. Já os furtos subiram de 477.326 para 483.561 no mesmo intervalo. Na maioria dos casos, o furto ocorre sem que a vítima perceba na hora, principalmente em locais movimentados e no transporte público.

Essa modalidade já responde por 61% das ocorrências de subtração de celulares. O avanço de 0,9% em um ano elevou a média para aproximadamente 1.325 registros por dia em 2025.

O impacto no bolso e na rotina de quem perde o aparelho

O celular é o principal meio de comunicação do brasileiro, com aplicativos de bancos, pagamentos via Pix, agenda de contatos e calendário de eventos. Quando o aparelho é levado, o impacto atinge o orçamento da vítima. A pesquisa Expansão de Seguros Inclusivos em Comunidades Periféricas, da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e do Instituto Locomotiva, mostra que 60% dos entrevistados já tiveram o celular levado ou convivem com alguém nessa situação, sem conseguir comprar outro imediatamente.

O cenário financeiro agrava o problema: 53% das famílias não cobrem todas as despesas básicas do mês, 36% pagam as contas sem sobra e apenas 11% terminam o mês com algum recurso disponível. A reposição inesperada pode exigir endividamento ou o uso de verba destinada a alimentação, transporte e moradia.

Para quem depende do telefone para receber pedidos, atender clientes ou acessar plataformas digitais, o prejuízo inclui dias ou semanas de renda comprometida. O equipamento é só parte do interesse dos criminosos: aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos e dados pessoais podem ser usados em transferências, empréstimos e golpes contra contatos da vítima.

O medo da população e as duas frentes de resposta

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, de março de 2026, revelou que 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado. O receio de golpes pela internet ou telefone chega a 83,2%. A resposta exige duas frentes: bloquear o aparelho, a linha, as contas bancárias e os acessos vinculados ao dispositivo; e lidar com o custo de reposição e a interrupção das atividades que dependem dele.

Seguro celular e seguro Pix: proteção em camadas

Para Sidemar Sprincigo, presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a ampliação do risco exige visão integrada. "Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção: o primeiro pode amparar a reposição do aparelho; o segundo, prejuízos decorrentes do uso fraudulento de aplicativos bancários ou de transferências sob coação, sempre nas situações previstas na apólice", afirma.

No seguro celular, a cobertura pode incluir roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme a contratação. Já o seguro Pix pode prever transferências sob coação, como em situações de ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica. A proteção não é automática: eventos cobertos, limites e exclusões variam entre as apólices.

Antes de contratar, o consumidor deve comparar prêmio, franquia, critérios de indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões. Furto simples e furto qualificado podem receber tratamentos diferentes. Também vale considerar o valor e o tempo de uso do celular e se ele é indispensável ao trabalho ou estudo.

O seguro não impede o crime nem substitui os cuidados de segurança digital, mas pode reduzir o impacto de uma perda repentina e evitar que o consumidor absorva sozinho um prejuízo capaz de desorganizar o orçamento familiar. como bloquear celular roubado seguro pix funciona dicas para evitar furto de celular

Perguntas Frequentes

O que cobre o seguro celular?

O seguro celular pode cobrir roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme a contratação. Furto simples e furto qualificado podem ter tratamentos diferentes na apólice.

O que é o seguro Pix?

É um seguro contra golpes bancários que pode prever transferências sob coação, como em ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica, sempre nas situações previstas na apólice.

O seguro cobre qualquer tipo de golpe?

Não. A proteção não é automática para todo tipo de golpe ou transferência voluntária. Eventos cobertos, limites e exclusões variam entre as apólices.

Como escolher um seguro de celular?

Compare prêmio, franquia, critérios de indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões. Considere o valor e o tempo de uso do celular e se ele é indispensável ao trabalho ou estudo.

O seguro impede o crime?

Não. O seguro não impede o crime nem substitui os cuidados de segurança digital, mas pode reduzir o impacto de uma perda repentina e evitar prejuízo que desorganize o orçamento familiar.

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