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Greve da CPTM: usuários mudam rotina e enfrentam trânsito

ResumoA greve da CPTM em 5 de junho paralisou parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, forçando usuários a reorganizar a rotina matinal. Passageiros relataram atrasos e lotação extrema, com muitos optando por transporte alternativo ou saída antecipada. A paralisação afetou diretamente o deslocamento para o trabalho, gerando congestionamentos e transtornos na região metropolitana de São Paulo.

A greve dos trabalhadores da CPTM e a paralisação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5) fizeram usuários reorganizarem a rotina para chegar a tempo ao trabalho, com relatos de atrasos e lotação.

Tatiana Réis
Tatiana Réis Repórter de serviço · 05 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
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Usuários de trens mudam rotina por causa de greve da CPTM

A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de São Paulo e a paralisação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5) forçaram usuários do transporte público a reorganizar a rotina para chegar a tempo no trabalho e em outros compromissos.

Como a greve afeta quem depende dos trens

Giovanna Miranda, gerente de um condomínio na Berrini, zona oeste da capital, contou à Agência Brasil que o trajeto de carro de casa para o trabalho, que normalmente leva 25 minutos, demorou 45 minutos na terça-feira (4), quando a greve começou. A volta para casa também foi complicada e ela perdeu um curso online.

"Eu perdi uma reunião na parte da manhã e precisei adiar alguns compromissos. Com isso, os funcionários acabaram acumulando trabalho e as pessoas tiveram que sair mais tarde", disse.

A cuidadora Alessandra Zuncare saiu de casa uma hora antes do normal para chegar a Santana, bairro da zona norte, e enfrentou lotação na linha 3-Vermelha. "Acordei mais cedo para ler o noticiário e ver quais linhas estavam operando", contou.

Empresas liberam trabalho remoto durante greve

Algumas empresas dispensaram funcionários do trabalho presencial por causa da greve. Na seguradora onde Janaína dos Reis trabalha, o modelo adotado permite que os funcionários trabalhem em casa quando há greve no transporte público, diante da dificuldade de chegar ao escritório.

"Em greves passadas, eu posso te dizer que tanto o deslocamento de ida, quanto o de volta é muito ruim. As filas para conseguir entrar no metrô são muito longas. Houve uma certa vez que o metrô estava tão cheio, que quando a porta do vagão fechou, eu fiquei na beirada da plataforma. Qualquer movimento de uma pessoa atrás de mim e eu poderia ter caído", relatou.

Trânsito na cidade: 750 km de congestionamento

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aponta que a paralisação das linhas de trem provocou mais de 750 quilômetros de engarrafamento nesta quarta-feira (5) em toda a cidade. O congestionamento foi mais expressivo na zona sul, com 243 km de tráfego intenso. Na terça-feira, o congestionamento de veículos atingiu mais de 2 mil quilômetros.

O que define a continuidade da greve

Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência de conciliação nesta quarta-feira para decidir sobre a continuidade do movimento. Os trabalhadores decidiram manter a greve em assembleia na terça-feira (4). A categoria quer garantias formais da manutenção dos empregados que atuam diretamente nas linhas 11, 12 e 13, concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.

Perguntas Frequentes

Quais linhas da CPTM estão paralisadas?

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operam de forma parcial durante a greve dos trabalhadores da CPTM, iniciada na terça-feira (4).

Como a greve afeta o trânsito em São Paulo?

A CET registrou mais de 750 km de engarrafamento na quarta-feira (5), com 243 km concentrados na zona sul da cidade.

O que os trabalhadores da CPTM reivindicam?

A categoria pede garantias formais da manutenção dos empregados que atuam nas linhas 11, 12 e 13, concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.

Quando a greve pode terminar?

Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência de conciliação nesta quarta-feira (5) para decidir sobre a continuidade do movimento.

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