Ecoponto em creche em São Luís gera protesto da comunidade
A prefeitura de São Luís apresentou projeto para construir um Ecoponto na área externa da creche Escola Maria de Jesus Carvalho, na Camboa. Em reunião nesta quinta-feira (27), comunidade e escola protestaram e pedem a reavaliação do local.
A prefeitura de São Luís apresentou o projeto de construir um novo Ecoponto na cidade dentro da creche Escola Maria de Jesus Carvalho, no bairro da Camboa. Em reunião nesta quinta-feira (27), representantes da unidade escolar e da comunidade protestaram contra a instalação do equipamento na área externa da escola, hoje usada como espaço de lazer e convivência das crianças.
Durante o encontro, os participantes manifestaram preocupação com a possível utilização de parte do terreno da creche para a implantação do Ecoponto. A comunidade organizou um abaixo-assinado contra o projeto, e a reunião foi registrada em ata, com os principais pontos discutidos e encaminhamentos.
Os representantes afirmam que são a favor do Ecoponto, mas questionam o local. A reivindicação é para que sejam avaliados outros lugares adequados, preservando o espaço das crianças e evitando impactos na rotina e na segurança do ambiente escolar.
O professor e historiador Marcos Soares destacou que sua posição não representa oposição à política de gestão de resíduos. "Eu sou favorável à implantação do Ecoponto no Quilombo Urbano da Liberdade. Há bastante tempo venho reivindicando esse equipamento para o nosso território. O que eu não defendo é que ele seja instalado no espaço da creche, onde existe uma área utilizada pelas nossas crianças para lazer e recreação".
Educador e ativista ambiental, Marcos também destacou o trabalho de educação ambiental que desenvolve no território desde o ano passado, em parceria com a Patrulha Ambiental da SEMOSP. "Não queremos impedir uma política ambiental. Queremos ajudar a construir uma política ambiental melhor. A comunidade precisa do Ecoponto, mas também precisamos preservar os espaços destinados às nossas crianças".
O projeto foi apresentado em reunião no dia 19 de março de 2026, na própria unidade escolar, com parte dos pais e a gestão da escola. Depois disso, mesmo com a insistência da comunidade por reavaliação, não houve avanço na discussão. Representantes questionaram a Prefeitura, a SEMOSP e a SEMED sobre os critérios de escolha do terreno. Até a reunião desta quinta-feira, nenhum representante desses órgãos havia comparecido ou se comprometido a rediscutir a questão.