Eventos

Eleições 2026: quem fica e sai no Senado

ResumoAs eleições de 4 de outubro de 2026 renovarão 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, com disputa por dois terços da composição. O pleito define quais senadores tentam reeleição e quais deixam a Casa, seguindo a alternância entre renovação de um e dois terços a cada eleição.

Nas eleições de 4 de outubro de 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. Entenda quem tenta reeleição, quem deixa a Casa e como funciona a alternância de um e dois terços.

Tatiana Réis
Tatiana Réis Repórter de serviço · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Eleições 2026: quem fica e sai no Senado

As eleições de 4 de outubro de 2026 vão renovar 54 das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos, e os dois mais votados em cada unidade da Federação se elegem, sem segundo turno. O mandato de senador dura oito anos.

A alternância acontece porque, a cada quatro anos, o Senado renova um terço e depois dois terços de sua composição. Em 2022, foi escolhido um senador por unidade da Federação, o que explica as 27 cadeiras que não estão em disputa neste ano.

Entre os 54 senadores em exercício em setembro de 2026, com mandatos até janeiro de 2027, 41 participam das eleições. Desse total, 32 tentam a reeleição para o Senado, enquanto nove concorrem a outros cargos ou integram chapas como suplentes. Os outros 13 não são candidatos e, independentemente do resultado das urnas, não permanecem no Senado a partir de 2027.

Quem não concorre e quem deixa a Casa

Entre os 13 senadores que não disputam nenhum cargo está Rodrigo Pacheco. Ele foi indicado para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a saída de Bruno Dantas. A indicação já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

Fernando Dueire, Giordano e Ivete da Silveira chegaram ao Senado como suplentes, mas assumiram definitivamente as respectivas vagas durante o mandato. Sargento Reginauro exerce atualmente o mandato como suplente de Eduardo Girão (Novo-CE). Os outros nove são titulares.

Em três estados, os dois ocupantes das cadeiras em disputa não concorrem à reeleição e serão substituídos em 2027. No Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães não concorrem. No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze e Paulo Paim também não disputam. Em São Paulo, Giordano não é candidato e Mara Gabrilli concorre a deputada estadual.

As cadeiras fora da disputa e os licenciados

As 27 cadeiras preenchidas em 2022 têm mandato até janeiro de 2031. Isso não impede que seus ocupantes disputem outros cargos: entre os 27, nove concorrem a governos estaduais em 2026. Como o mandato vai até 2031, uma derrota na disputa pelo Executivo estadual não encerra a atuação no Senado.

Há ainda senadores licenciados, como Eduardo Girão, que concorre ao cargo de vice-presidente da República na chapa de Romeu Zema. Antes mesmo da apuração, já é possível saber que pelo menos 22 dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa não permanecerão como titulares: os 13 que não são candidatos e os nove que disputam outros cargos ou participam como suplentes. O número de mudanças poderá ser maior, a depender do desempenho nas urnas dos 32 senadores que buscam a reeleição. A eleição para governador também poderá alterar temporariamente a ocupação de algumas das 27 cadeiras fora da disputa, caso senadores sejam eleitos para o Executivo estadual.

// Leia também

Publicidade