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Reunião hoje pode selar fim da taxa das blusinhas

ResumoA reunião entre Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta pode selar o fim da taxa das blusinhas. A MP que derruba a taxação de compras internacionais até US$ 50 perde validade em 8 de setembro. O almoço de hoje define votação na semana de esforço concentrado para evitar a volta do imposto.

Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta almoçam hoje com expectativa de anunciar o fim da taxação de compras internacionais até US$ 50. A MP que derruba a taxa perde validade em 8 de setembro e precisa ser votada na semana de esforço concentrado.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 26 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Reunião hoje pode selar fim da taxa das blusinhas

O presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, almoçam hoje. A expectativa é anunciar o fim da taxação das compras internacionais online de até US$ 50, a chamada "taxa das blusinhas". O encontro ocorre em meio ao prazo apertado para a votação da medida provisória que derruba a cobrança.

A MP perde validade em 8 de setembro. Por isso, precisa ser votada e aprovada na semana de esforço concentrado do Legislativo, marcada para 31 de agosto a 4 de setembro. Não há margem para o governo reeditar a MP que retirou o imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50: pelo regimento do Congresso, uma nova MP só poderia ser apresentada no próximo ano legislativo.

Nos últimos dias, a oposição, especificamente o PL, tenta nos bastidores bombardear o acordo. As pressões vêm de varejistas e indústrias nacionais contra o fim da taxação. Há também uma razão eleitoral: a volta da cobrança da taxa seria um mote de campanha para Flávio Bolsonaro na reta final da disputa presidencial.

O desfecho da reunião de hoje define o rumo da medida. Se o acordo for selado, a MP segue para votação na semana de esforço concentrado, com chances de aprovação. Caso contrário, a taxa pode voltar a valer em setembro, o que afetaria diretamente consumidores que compram em sites internacionais.

A expectativa é que, após o almoço, haja um anúncio oficial sobre o tema. A decisão, porém, depende do apoio do Legislativo, que enfrenta pressões de setores econômicos e interesses eleitorais. O cenário segue em aberto até a votação na próxima semana.

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